Vocação e Missão: Reavivando o Primeiro Amor em Solo Sagrado – Luanda
- Ir. Silvânia Aparecida P. Coelho, sts
- há 47 minutos
- 2 min de leitura
Atualizado: há 33 minutos

Na comunhão com a Santíssima Trindade descobrimos que nossa vocação é amar e servir.
Ir. Maria Celeste Ferreira
Olhar em retrospectiva para os dias vividos em Angola é continuar a experimentar a graça de um Deus Trindade que não cessa de vocacionar e enviar. Quando fui a Luanda para dar os passos institucionais de abertura da nossa Congregação, não imaginava como o Espírito Santo transformaria papéis e trâmites burocráticos em uma profunda e inesquecível peregrinação de fé e discernimento.
Neste Mês Vocacional, ao recordar essa experiência, percebo que, mesmo com a história e a caminhada de 39 anos de vida religiosa, estar naquele solo fez pulsar novamente o primeiro amor, resgatado dentro de uma inocência vocacional renovada. Tenho muito presente que os desafios serão muitos e exigentes, mas trago no peito a certeza de me sentir plenamente confirmada para a missão. Isso é, sem dúvida, as digitais de Deus.
Na convivência soroterna com as Irmãs Catequistas Franciscanas, reaprendi que a vida consagrada é doação partilhada. Na periferia das periferias, onde a escassez material contrasta com uma fé vibrante, escutei com mais clareza o clamor de Deus. Encontrei um Deus que dança no ritmo do povo e que nos convida a abandonar nossas certezas para abraçar a vida concreta dos mais vulneráveis.
Passar por escolas, universidades e pelas estradas do interior de Angola me fez confirmar: a missão é o coração da nossa vocação. Regresso com os documentos em mãos, mas com a alma acesa pelas sementes do Reino. Que a memória e a vivência deste solo sagrado continuem a provocar no meu coração e no de cada jovem que busca o seu lugar no mundo, a coragem de responder com alegria ao chamado do Senhor.
Ir. Silvânia Coelho-STS

Comentários