BLOG DAS SERVAS

  • Helena T. Rech

ECOESPIRITUALIDADE


A Ecoespiritualidade é um dos grandes desafios atuais, partilho algumas convicções que alimentam meu ministério teológico e a experiência espiritual de vida.

1. A Espiritualidade cristã é dom do Espírito. Ele é o mistagogo do itinerário espiritual de cada pessoa. É Ele cava dentro de nós a sede de Deus (Jo 4,7) e sacia nossa sede mergulhando-nos na fonte Trinitária.

2. A visão bíblico-cristã no que se refere ao ser humano aponta para uma antropologia da alteridade. Nesta antropologia o ser humano é visto como ser de relações, ser processual e aberto, nunca completo.

3. A Ecoespiritualidade é integradora. Isso demonstra que somos pessoas desintegradas e que há experiências de espiritualidades desintegradas.

4. A comunidade Trinitária é protótipo divino da integração humana. A Trindade não é comunhão “acabada”, mas comunhão que “se faz” eternamente, pela participação pericorética de cada uma das Pessoas Divinas na comunidade trinitária. Nesta comunidade não existe subordinação, nem exclusão, mas inclusão do diferente, comunhão e unidade na pluralidade. Profunda pertença de forma que nenhuma das Pessoas da Trindade existe sem a outra.

A Ecoespiritualidade é um caminho para a integração. Um caminho para o processo de integração da vida como um todo: entrelaça o humano e o divino, o planeta terra com os outros planetas, a natureza e todos os seres vivos. Tudo está interligado, transligado, profundamente integrado. Nenhuma forma de vida existe sem a outra, eis o grande desafio ECO-LÓGICO atual. Superar o individualismo, o centralismo, o consumismo desenfreado, a exclusão... para ser consciente de que somos “parte” da “teia de relações” e que só existimos na relação de pertença e igualdade na diversidade. Não sou nem mais, nem menos, mas irmã ou irmão na “Grande Comunidade de Vida”.

A Ecoespiritualidade busca construir a “unidade interior”, a integração entre: - corporeidade, afetividade, espiritualidade, racionalidade, relações, conscientes de que o finito nunca saciará nossa sede de infinito. O contingente e o transitório não poderão plenificar e preencher nossos vazios e nosso desejo de plenitude. Pois segundo Santo Agostinho: “o nosso coração anda inquieto enquanto não repousar em Deus”, único Absoluto de nossa vida. No processo de integração, a Ecoespiritualidade é o abraço, o fio que costura “os retalhos de nossa vida”. É como o sabor do “vinho novo” que passou pelo processo de amadurecimento da uva, do ser moída, fermentada, decantada, filtrada, até ser vinho saboroso. A Ecologia e na perspectiva da Fé e da Ecoespiritualidade é um caminho e possibilidade de ressignificar as relações da nossa “OIKOS” = casa comum. Não se trata de chegar mais perto geograficamente, senão de chegar mais longe e arriscar-nos, apesar das limitações e medos. A Ecoespiritualidade pedirá caminhos concretos de solidariedade.

- O nosso olhar sobre a realidade reflete o olhar de Deus? desde o coração de Deus? - Como encaramos todas as catástrofes ecológicas destes últimos anos?

- O que a Ecoespiritualidade pode ajudar a superar os desafios atuais?


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