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ARTIGO SOBRE DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

“Nós Te agradecemos porque Tu és o Senhor, nosso Deus, e o Deus de nossos pais. Nós Te agradecemos por nossa vida entregue em tuas mãos; por nossas almas confiadas a Ti; pelos prodígios que dia após dia operas em nós; pelas coisas maravilhosas e pelas obras de bondade que realizas em cada tempo, à tarde, de manhã e ao meio-dia”.

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Demos graças a Deus
 
   Artigo sobre gratidão e ação de graças “Ação de graças” e “gratidão” fazem parte dos sentimentos e atitudes mais nobres cultivados ao longo de toda a história da humanidade. São também sentimentos e atitudes centrais presentes na orientação básica de todas as religiões. Quem ainda não fez a experiência de sentir-se grato por alguma coisa?
Constantemente as pessoas agradecem pelo dom da vida, pelo alimento recebido, por algum evento bem sucedido, por um presente recebido, por apoios e ajudas, por vitórias alcançadas ou por dificuldades e doenças superadas. Trata-se de um sentimento e de uma atitude que mobilizam permanentemente homens e mulheres, jovens, crianças, adultos e idosos, em todas as sociedades e em todas as culturas.
 
Formas de gratidão.
Expressões de gratidão e de ação de graças à divindade ou às forças do alto estão presentes em todas as religiões ou tradições religiosas e fazem parte do seu cotidiano. Isso vai desde a forte marca da obrigatoriedade da oração de ação de graças sempre depois de ingerir algum alimento, na tradição judaica, e das múltiplas orações diárias prescritas em várias tradições, até as diferentes práticas de ação de graças por iniciativa pessoal dos fiéis, por meio de orações, pagamento de promessas, realização de “obrigações” etc.
No Brasil usamos dizer, em geral, “muito obrigado!”. Trata-se de uma forma de agradecer. No contexto religioso umbandista e de matriz africana, por exemplo, se fala das “obrigações” para com as divindades. São, a rigor, formas de praticar a ação de graças.
São muito conhecidas, através da história da humanidade, as festas da colheita, com as mais diversas formas e expressões. Elas têm claramente um caráter de ação de graças. Podemos citar, como exemplo, os dez dias de festas da colheita entre setembro e outubro, celebrados no contexto do Hinduísmo, na Índia...
Ninguém desconhece a tradição do “Dia Nacional de Ação de Graças”.
Trata-se de uma tradição nascida nos Estados Unidos, com uma grande festa de gratidão a Deus, promovida pelos colonos fundadores de Plymouth, no estado de Massachusetts. Depois de dois anos de grandes tribulações sofridas, eles viram a sua situação melhorar em 1621 e, em função disso, por iniciativa do governador local, decidiram agradecer com uma grande festa. Para os peregrinos puritanos, que haviam chegado ao continente americano, fugindo da perseguição religiosa em sua terra natal, as novas condições tinham sido muito adversas e os que conseguiram sobreviver, tinham realmente todos os motivos para agradecer. O “Thanksgiving Day”, ou dia de ação de graças, tornou-se, mais tarde, o “dia nacional de ação de graças”, consagrando-se, para tal, a quinta-feira da quarta semana do mês de novembro de cada ano.
Nas mãos de Deus. A instituição do Dia Nacional de Ação de Graças no Brasil se deve, sobretudo, ao embaixador brasileiro Joaquim Nabuco que ao participar, em Washington, da celebração desta festividade, assim se expressou: “Eu quisera que toda a humanidade se unisse, num mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus”. O desejo do embaixador de então começou a efetivar-se, no Brasil, com a aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei 781, no governo do Presidente Eurico Gaspar Dutra, que consagrava a última quinta-feira do mês de novembro como o Dia Nacional de Ação de Graças, também aqui entre nós. Mais tarde, em 1966, no governo do Marechal Humberto Castelo Branco, a Lei foi modificada, e ficou estabelecida, para isso, a quinta-feira da quarta semana do mês de novembro de cada ano, coincidindo assim com a data celebrada em outros países.
Independentemente dessa festa e da grande força simbólica que reside no desejo de congregar toda humanidade numa mesma data, mobilizada pelos mesmos sentimentos e atitudes, os rituais religiosos, em geral, estão repletos de expressões, passagens ou momentos em que a gratidão e a ação de graças são explicitamente demonstradas. Assim acontece, por exemplo, na linda oração do prefácio, dentro do ritual da celebração da eucaristia da Igreja Católica Apostólica Romana, onde se inicia dizendo: “Demos Graças ao Senhor Nosso Deus!” Na Igreja Episcopal Anglicana não 
é diferente. Em todos os cultos ou cerimoniais litúrgicos das igrejas cristãs e também de outras denominações religiosas, podemos, com facilidade, identificar passagens que, de forma repetida, manifestam a gratidão e a ação de graças.
Permitam-me, pois, concluir este artigo com uma pequena oração colhida do contexto judaico, mas que, certamente, poderia ser reproduzida em muitas tradições religiosas diferentes: “Nós Te agradecemos porque Tu és o Senhor, nosso Deus, e o Deus de nossos pais. Nós Te agradecemos por nossa vida entregue em tuas mãos; por nossas almas confiadas a Ti; pelos prodígios que dia após dia operas em nós; pelas coisas maravilhosas e pelas obras de bondade que realizas em cada tempo, à tarde, de manhã e ao meio-dia”.
José Ivo Follmann padre jesuíta, doutor em Sociologia das Religiões, professor e integrante do programa Gestando o Diálogo Inter-Religioso e o Ecumenismo (GDIREC), Unisinos, São Leopoldo, RS.
 
Texto publicado no jornal Mundo Jovem, edição nº 372, novembro de 2006, página 19.
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